UMA TRAMA DE SORRISOS SUTIS
Desde que, em 2008, assisti à peça Ele precisa começar, o trabalho de dramaturgia de Felipe Rocha neste espetáculo sempre me volta à mente. Não apenas porque talvez eu tenha uma forte queda por solos. Mas principalmente porque identifico ali uma noção de dramaturgia que me interessa bastante e que é, ao mesmo tempo, singular e emblemática. Singular na medida em que parece intimamente articulada com a sua noção de atuação; emblemática porque, no fundo, mesmo lançando mão de um vocabulário muito particular, o pensamento sobre dramaturgia que ali se expressa parece falar a língua de muita gente. O que acontece também em Ninguém falou que seria fácil.














